sábado, fevereiro 03, 2007

CONTRASTES RADICAIS

MADISON, WISCONSIN
Hoje, 4 de fevereiro de 2007, no Brasil estão todos aproveitando as praias, piscinas e o verão - apesar das chuvas. Aqui em Madison está um lindo céu azul, claro e brilhante.

Se olho pela janela do meu apartamento e por cima do meu laptop, chego a pensar que daria para sair de jeans e camiseta, com este sol. Ou com um casaco mais ou menos como os que a gente usa em Curitiba.

Mas quando baixo os olhos mais um pouco e vejo a neve branca cobrindo tudo, intacta, linda e perfeita, ninguém nas ruas, nem carros circulando, tenho que me dar conta de que estou em um ecossistema radicalmente diferente daqueles com os quais me acostumei a viver até hoje.

Madison hoje tem um de seus dias mais frios - MENOS 20 GRAUS centígrados!! Risco de hipotermia se a pessoa não está adequadamente vestida e preparada, como dizem os avisos de risco na internet e na televisão.

Quando tirei a foto acima, com o Red Gym ao fundo, um lindo prédio do final do século 19, na frente do lago Mendota, a neve tinha recém começado e o lago - que se pode ver ao fundo - nem havia ficado congelado ainda desde que o inverno começara, para tristeza dos que gostam de abrir um buraco no gelo para pescar.

A NEVE
A neve é um fenômeno hipnótico para os iniciantes. Pelo menos é a sensação que causa em mim. Não consigo sair da janela, preciso olhar os pedacinhos caindo e a cobertura perfeita que vai deixando por onde passa. Essa perfeição de cor, textura e desenho, me fascina. E neve com céu azul e que não derrete no sol, cria uma paisagem realmente igual à dos cartões postais.
COMPARAÇÃO
O campus, com suas árvores nuas plantadas na neve, ainda estava vazio quando cheguei. É incrível porque de uma semana para a outra tudo muda, os estudantes chegam e ocupam todos os espaços. Quero acompanhar a passagem para a primavera com suas cores típicas, desse mesmo ângulo. É uma passagem muito bem aproveitada por aqui, uma vez que o inverno é realmente longo - começa em novembro e vai até final de março. Ainda tem bastante neve e frio pela frente.

Aqui dentro de casa está quentinho, música clássica tocando, meu computador novo para explorar, aulas para preparar, livros para ler, silêncio completo, tempo de reflexão e reenergização.

Um comentário:

olho de rua disse...

Nossa!

O mais longe que já viajei foi do Maranhão até aqui, em Sampa.

Já fui uma vez de avião de Sampa a Teresina/PI

Agora viajar como a senhora viaja é um privilégio de poucos.

Parabéns por suas viagens

Este lugar está parecendo mesmo frio.