segunda-feira, setembro 04, 2006

PESQUISADORA ASSASSINADA

Vanessa Sequeira foi brutalmente assassinada ontem, em Sena Madureira, no Acre. A notícia pode ser acessada aqui: http://www.noticiasdahora.com

Ela fazia parte da Rede Resex e seu perfil, reproduzido abaixo, está no blog das reservas extrativistas: http://reservasextrativistas.blogspot.com

Vanessa Sequeira esta fazendo doutorado em um programa conjunto entre o Centro Tropical de Investigação e Ensino Agronomico (Costa Rica) e a Universidade de Wales Bangor (Reino Unido). Ela tem mais de 10 anos de experiência profissional no âmbito de conservação e desenvolvimento de recursos naturais, principalmente trabalhando com organizações não-governamentais. Vanessa dedica-se especialmente ao manejo e fomento dos produtos não-madeireiros e a certificação florestal. Ela trabalhou quatro anos em Madre de Deus, Peru, dando apoio aos sistemas de produção extrativista daquela região. Atualmente Vanessa esta residindo em Rio Branco-Acre, onde está investigando a relação entre processos de desmatamento e o bem estar social em projetos de assentamento no município de Sena Madureira. Sua pesquisa aborda a comparação de sistemas de produção extrativistas com sistemas agropecuários, a partir do enfoque de “livelihoods” (meios de vida) para entender a realidade socio-economica dos projetos de assentamento da região. Seu projeto de pesquisa também faz parte da rede de pesquisa em pobresa e meio ambiente coordenado pelo CIFOR. Outra fonte para conhecer sua pesquisa é o Programa Rufford de Pequenas Bolsas. As instituições parceiras na pesquisa incluem SETEM/PZ – UFAC, SEF, SEATER e INCRA.
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Este já é o segundo caso de pesquisador assassinado na Amazônia, em um ano. O arqueólogo James Brant Petersen foi morto durante um assalto a um restaurante de beira de estrada em Iranduba (AM), em agosto do ano passado. Agora, Vanessa Sequeira. Até pouco tempo atrás a Amazônia se caracterizava pela violência fundiária, mas estava livre daquela típica das grandes cidades. Agora não dá mais prá ser pesquisador de campo como manda a tradição de centenas de anos das ciências sociais e naturais.

Para onde vamos sem futuro?

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2 comentários:

Gineta Hernandez disse...

Soube do assassinado da moça e fiquei estarrecida. Aonde chegaremos se nem os pesquisadores escapam mais?

olho de rua disse...

Quanta violência, maldade...