sexta-feira, setembro 14, 2007

INSTITUTO CHICO MENDES

Aqui está uma das razões que justifica minha posição contra o nome Chico Mendes para o instituto criado com a divisão do Ibama. Qualquer assunto sobre unidade de conservação vai ficar associado ao nome dele, seja de onde vier, bom ou ruim, cristalizando imagens sobre uma pessoa e uma história que a maioria do povo brasileiro sequer conhece.

A matéria publicada no site Amazonia.org.br e reproduzida abaixo merece análise pelos múltiplos significados associados: o nome do Chico a possíveis irregularidades apontadas pelo TCU e, ainda por cima, irregularidades associadas à criação de uma reserva extrativista, idéia pela qual ele deu sua vida!

É bom que o Instituto Chico Mendes explique rapidamente que tipo de irregularidade é essa para que não paire nenhuma dúvida sobre esse tema tão caro a todos nós. Seria melhor ainda se a ministra Marina Silva se conscientizasse do equívoco cometido com seu amigo Chico e, humildemente, como é seu estilo, mudasse o nome do Instituto.

"TCU apura possível irregularidades no recém-criado instituto Chico Mendes - 13/09/2007

Local: !sem cidade - MT
Fonte: Só Notícias
Link: http://www.sonoticias.com.br/


O Tribunal de Contas da União (TCU) fará inspeção no Instituto Chico Mendes, entidade responsável pela gestão da unidades de conservação do meio ambiente, para apurar possíveis irregularidades na criação da reserva extrativista do Cassurubá, em Caravelas (BA).

De acordo com a solicitação, existem indícios de irregularidades na elaboração de estudos técnicos, ausência de indicação de alternativas locacionais para os setores produtivos atingidos pela unidade de conservação, ausência de estimativa de custos para implantação da reserva e falta de informações inteligíveis à população local.

O TCU encaminhou cópia da documentação à Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado Federal, que solicitou a inspeção no instituto. O relator do processo foi o ministro Ubiratan Aguiar."

2 comentários:

Benedito Domingues do Amaral disse...

A decisão déspota de dividir o IBAMA em dois, isto é, o ex-ibama é agora a sub da sub diretoria da ANNEL/MME/EPE para aprovar os licenciamentos para o PAC, entre os quais, o desastroso projeto das usinas no rio Madeira, e ao mesmo tempo canalizar o "caminho do dinheiro" das BINGOS para fazer o caixa da conservação brasileira via Instituto Chico Mendes. Assim, o Governo Democrático de plantão mata dois problemas com uma só paulada, ou seja para ganhar é preciso dividir, e resolver o problema do licenciamento para o PAC andar e canalizar recursos ($$$$) para Conservação segundo as diretrizes e metas das BINGOS e organismos internacionais por meio do velho e bom nome do seringueiro Chico Mendes. Essa busca pelo caminho do dinheiro ocorre dado que meio ambiente não é prioridade e os recursos são diminutos ao MMA do Brasil e autarquias estaduais, claro com exceção a promessa do PAC para o saneamento. Isso só faz sentido para o Principado dominante do MMA.

Felipe Mendonça disse...

O triste é que a maioria dos ambientalistas ou sócio-ambientalistas se calaram durante o processo de enfraquecimento do IBAMA, em troca de uma idéia que pode até ter seus pontos a favor, mas da forma que foi criada, só irá representar retrocesso.
Como não achar que tudo não passou de retrocesso, justamente quando o IBAMA era colocado como inimigo do "progresso do pais", o MMA vai lá e divide o órgão.

Infelizmente, uma idéia que poderia ser boa, veio como um tapume nos olhos dos teriam que defender a gestão ambiental contra o desenvolvimento a qualquer custo... logo, logo vão perceber que foi um tiro no pé!
Quem viver, verá!